Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Agricultura, um projecto essêncial

ImageO projecto agro-pecuário Aldeia Nova localizado no Kwanza Sul, voltado essencialmente à criação de animais, produção de leite e ovos, vai estender-se por mais oito províncias de Angola, como Bié, Huambo, Benguela, Kuando-Kubango, Benguela e Uíje.

A informação foi avançada hoje (Segunda-feira), na província do Kwanza Sul, pelo chefe do departamento social do projecto Aldeia Nova no Wako Kungo, Paulo Barros, durante uma visita efectuada por uma delegação da UNACA- Confederação, às instalações do empreendimento.

De acordo com Paulo Barros, as províncias citadas aguardam somente pela conclusão de estudos técnicos realizados por especialistas do projecto Aldeia do Kwanza Sul (Wako Kungo), para o seu arranque. Disse que províncias como Malange e Lunda Norte já contam com a execução de projectos similares.

Durante a visita, os responsáveis da UNACA-Confederação das associações de camponeses e cooperativas agro-pecuário de Angola, percorreram as instalações do projecto Aldeia Nova onde inteiraram-se do seu funcionamento e dos benefícios do empreendimento às famílias dos ex-militares.

A delegação da UNACA-Conferação, que se encontra desde segunda-feira no Kwanza Sul, chefiada pelo seu presidente, Paulo Wime, realiza terça-feira o terceiro encontro metodológico dos presidentes das federações províncias da organização.

O evento destina-se a avaliar o nível de organização, o desempenho da UNACA em 2008, bem como preparar a documentação para a assembleia de balanço da confederação, agendado para Julho próximo em Luanda.

O Projecto Aldeia Nova é uma iniciativa do Governo angolano, tendo como objectivo de médio prazo a renovação da capacidade de produção agro-pecuária nacional e a luta contra a pobreza.

O Waku Kungo, província do Kwanza Sul, situa-se a cerca de 400 quilómetros de Luanda e a 200 do Huambo e conta com um clima favorável à agricultura.

 
publicado por saudacoesangolanas às 12:03
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A SIDA em Angola

ImageAngola é o país da África Austral com a menor taxa de seroprevalência, afirmou a Helen Jackson, assessora sénior do Fundo das Nações Unidas para a População ao jornal on-line PlusNews.

A taxa de seroprevalência em Angola é inferior a quatro por cento. A funcionária alertou que o país deve reforçar as medidas de prevenção e combate à pandemia, recordando que Moçambique e África do Sul estavam numa situação semelhante em 1994.

“Angola deve olhar para estes casos de baixa seroprevalência de dez anos atrás e agir já”, disse Helen Jackson.

Ao nível mundial, a epidemia da Sida parece estabilizar, mas não na África Austral, indica um relatório da ONU/Sida. Em Moçambique, a seroprevalência continua a crescer, com uma média nacional de 16 por cento, equivalente a 1,8 milhões de pessoas. O avanço é maior nas províncias com ligações rodoviárias ao Malawi, Zimbabwe e África do Sul.

A África Austral ainda é o epicentro da Sida. Em 2005, um terço de todas a mortes por causa da Sida, no mundo, aconteceram na região, equivalente a 930 mil adultos e crianças.

De todos os seropositivos no mundo, a região alberga um de cada três adultos, quatro de cada dez crianças e metade das mulheres maiores de 15 anos.

“Isto dá uma ideia do nível do perigo para a população da região”, disse o coordenador regional para África austral e oriental da Onusida, Mark Stirling.

Na região, apenas o Zimbabwe, onde 1,7 milhões de pessoas vivem com HIV, a seroprevalência reduziu, em 2003, de 22 para 20 por cento.

As causas incluem maior uso de preservativos, desde os anos 1990, adiamento da primeira experiência sexual e redução de parceiros sexuais, além da alta mortalidade devido a Sida.

Os recursos disponíveis para a Sida, a nível global, aumentaram cinco vezes desde 2001.

Mas, para África Austral, o aumento nos recursos e a experiência acumulada, não resulta em menor seroprevalência.


 

publicado por saudacoesangolanas às 12:01
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Uma nova cidade vai nascer.

ImageA criação de uma nova cidade a norte de Luanda, em Angola, é um projecto que pode interessar à Casais e à Opway, afirmaram terça-feira responsáveis das duas construtoras.

O Governo angolano anunciou no início de Fevereiro que está a projectar a criação até 2030 de uma nova cidade denominada "Sassa Bengo", a norte de Luanda, para absorver o excedente populacional na capital do país, que se estima concentrar 5,8 milhões de habitantes.

O presidente do Conselho Executivo da Casais, António Carlos Rodrigues, disse que a construção desta nova cidade é um projecto que "pode interessar a todas as empresas que estão presentes em Angola".

As empresas portuguesas presentes em Angola "têm capacidade instalada" e, por isso, "têm capacidade de dar resposta", afirmou António Carlos Rodrigues, em declarações à margem do workshop "A Dinâmica Económica e Social no Território de Portugal", que decorre em Lisboa.

Caso venha a concorrer a este projecto, a Casais irá fazê-lo em parceria com outras empresas. "Temos que ganhar pela conjugação de esforços. As alianças são importantíssimas", afirmou António Carlos Rodrigues.

A construção da nova cidade angolana, que terá capacidade para albergar três milhões de habitantes, também pode interessar à Opway.

"Todos os projectos em Angola nos interessam", declarou o presidente do Conselho de Administração da Opway, Jorge Grade Mendes, quando questionado sobre o interesse da empresa no projecto.

"Podemos vir a considerar fazê-lo [apresentar uma proposta para a construção da nova cidade angolana] seja de que maneira for, ou isoladamente ou em consórcio com outras empresas portuguesas", afirmou Jorge Grade Mendes, à margem do mesmo workshop.

"Depende da dimensão do projecto e da quantidade de recursos que as empresas têm de alocar", acrescentou o responsável da Opway.

 
publicado por saudacoesangolanas às 11:58
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Loucas noites em Luanda (3)

Entre os espaços mais badalados da noite de Luanda restam o Elinga, com grande adesão de portugueses fora-de-horas, e o Miami Beach Club, da filha do presidente de Angola.
O clube privado de Isabel dos Santos, que tal como o Chill Out é construído em madeira e assenta numa praia, foi a primeira grande casa nocturna de Angola. Mediatizada pelas grandes festas de Ano Novo e Carnaval, onde atrai empresários e personalidades da política local e internacional.

Destaca-se hoje em dia pelo ambiente à tarde e noites de domingo, mercado que o Chill Out de Luís Castilho não disputa. 'Só queremos ambiente de discoteca às sextas e sábados'. Nos outros dias é o regresso às origens, com o projecto do restaurante, quando Luís chegou a Luanda com o amigo madeirense Carlos Faria Paulino, 31 anos, em Outubro de 2005.

Concluído o curso de gestão hoteleira em Lisboa, Luís não tinha trabalho e o pai lançou-lhe o repto. 'Os meus pais estiverem cá antes do 25 de Abril e o meu pai regressou há 15 anos'.

Abriu uma construtora, uma empresa de publicidade, um stand e um restaurante, o Caribe. 'Desafiou-me para vir e não pensei duas vezes, a ideia inicial era montar um restaurante de comida mais sofisticada e um bar de ambiente lounge. Só que a afluência de gente nova foi logo enorme e contratámos um DJ'.

A evolução para discoteca durou poucos meses e abriram sem publicidade, ao mesmo tempo que compravam mais colunas de som. 'Depois começámos a organizar festas e a trazer DJ de fora. Lembro-me que o primeiro foi o Pedro Tabuada, numa altura em que ninguém queria vir a Luanda com medo da insegurança.' Seguiram-se nomes como Gary Nesta Pine, Pete Tha Zouk, Stress ou King Bizz.

Já este mês, o Chill Out conta com o DJ Vibe para marcar o ritmo da festa prevista para o feriado de 25 de Abril. Nomes que comandam a música electrónica no espaço mais internacional de Luanda, onde Elena jantou com o pai; e a poucos quilómetros do Palos, onde a russa continua de cabeça perdida ao som do kizomba.

PORTUGUÊS LEVA 4 MIL PALMEIRAS DESDE MIAMI
A baía de Luanda é hoje ainda marcada por fortes contrastes, dividida entre os velhos edifícios devastados por 30 anos de guerra e a imponência das novas torres da cidade – construídas em tempo recorde nos últimos anos e que simbolizam o poder financeiro num país emergente.
A maioria de grandes bancos internacionais, muitos portugueses. O projecto de requalificação da zona costeira é arrojado e também ele está nas mãos de um português, José Récio.
O empresário, com actividade no país há mais de 20 anos, fretou em 2007 um navio e foi com a sua equipa até Miami buscar quatro mil palmeiras adultas, que conserva num horto a 80 quilómetros da cidade, e que pretende instalar na baía brevemente. O objectivo é criar naquela zona espaços verdes de grande atracção turística e empresarial.

 

publicado por saudacoesangolanas às 11:57
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Loucas noites em Luanda (2)

Nem é altura para falar de trabalho, prontos a desligar por três dias do stress das reuniões e do trânsito infernal de Luanda. 'Depois da meia-noite a cidade é um paraíso', garante João, já entretido com uma caipiroska ao canto da pista. Do dia restam o calor e a humidade de sempre, que pouco abrandam ao passar das horas.

E os portugueses, franceses, alemães, russos ou holandeses que, além dos angolanos 'com poder de compra', suportam em Luanda preços de uma noite europeia. Uísque novo ou vodka, seis euros; cerveja de garrafa, quatro.

Também jantar não é barato na cidade. A oferta num bom restaurante, por um bife ou outros pratos que não deixam saudades de Lisboa, com cerveja ou vinho médio a acompanhar, ronda os 40 a 80 euros por pessoa.

E as opções são várias. Sobretudo 'para quem conhece', grupos de portugueses que se formam à chegada de cada um a Luanda, apesar do trabalho em diferentes áreas, e que ao fim de meses funcionam como um clã.

É nesse espírito que não falham um jantar de sexta ou sábado, normalmente em esplanadas, sempre que não partem para um fim-de-semana 'mais calmo' de praia em Cabo Ledo, a duas horas, ou na ilha do Mussulo, do outro lado da baía de Luanda.

Os resistentes apostam esta quinta-feira na primeira de três noites a prometer longa animação, como Tiago Mendes, que chega ao Chill Out já depois das duas da manhã. Sem pressas, quando o bar lounge deu lugar à discoteca agitada.

O engenheiro civil bebe uma cerveja debaixo do 'calor insuportável', a que ainda não se habituou, já com a pista repleta de mulheres. Com o som das colunas a chegar à praia em frente.
'Há quem se queixe do calor, mas o tempo é uma vantagem. Um país tropical permite rentabilizar um espaço destes, ao ar livre, doze meses por ano. Ao contrário de Portugal', recorda Luís Castilho. Muitos bebem pela noite dentro e caem vencidos. 'Dormem na praia...'

A concorrência de outros espaços da noite de Luanda 'nunca deu problemas, mesmo os mais antigos. Há mercado para todos. Até publicitamos as nossas festas à porta deles', com miúdos a distribuir panfletos junto ao Palos, por exemplo, que faz da quinta-feira a sua noite de referência.

Casa cheia garantida. Ali, na discoteca de dois andares com vista sobre a cidade, a aposta é forte ao sabor dos ritmos africanos. Kizomba acima de todos, com a russa Elena deliciada entre uma multidão.
 

publicado por saudacoesangolanas às 11:54
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As noites loucas de Luanda

ImageRitmos africanos no terraço sobre a cidade, melhores DJ de música electrónica com vista para o oceano. Com muito alcool e sempre até de manhã. Debaixo do calor tropical. O fio de suor já não perdoa o top branco da rapariga russa, condenado a descer pelo decote que vacila endiabrado aos batuques do kizomba. 'Isto é de loucos!' Meia hora de pista e está rendida à fúria do tambor.

A saia curta cede ao ritmo africano. 'Ao calor'. Descalça de preconceitos no terraço do Palos, agora junto ao bar de madeira com vista para a torre da Sonangol, símbolo do império em expansão, não é a mesma Elena que chegara horas antes ao Chill Out só para jantar.

‘Vodka tónico, por favor. Eles não param!' À primeira de quatro noites em Angola, a pretexto dos negócios do pai, foi traída pelo estilo inicial do primeiro bar. Pôr do Sol, cozinha francesa. Ambiente lounge. Deixou-se levar, embalada pelo vodka num espaço em mutação a céu aberto. E acabou cercada por gente local e europeus, dezenas de portugueses. Contaminada pelas noites loucas de Luanda.

Os miúdos de rua fazem lei à porta do espaço mais exclusivo da famosa zona da ‘ilha’, língua de terra que abraça a baía de Luanda.

Dezenas de jipes topo de gama alinhados no parque do Chill Out em troca de 'uma gasosa'. A gorjeta. E o restaurante/bar/discoteca de Luís Castilho, jovem empresário de Lisboa, esgota a ritmo animado.

'Entrada selectiva' traçada por seguranças que lhe asseguram a 'boa frequência do espaço'. Habituado a reinar às sextas e sábados, a par do clássico D. Quixote, quinta-feira ali é noite de festa por excepção. Véspera de feriado pela chegada do Papa Bento XVI à cidade.

Dois shots ao balcão abrem caminho às primeiras horas de música electrónica, 'a única' que Luís, 27 anos, admite madrugada adentro no seu Chill Out. Num 'processo evolutivo', que arrancou em 2005, 'o objectivo é cada vez mais fazer uma casa de renome a nível internacional'.

Para isso contribuem DJ famosos que 'hoje já vêm de Portugal e outros países mais facilmente a Angola'. E também por isso, mas sobretudo pelo jantar de sofisticada cozinha francesa e ambiente 'mais calmo' que antecede o culto da ‘House Music’, com vista privilegiada sobre a baía, o Chill Out foi paragem obrigatória para José Sócrates, Artur Albarran, Herman José, Marcelo Rebelo de Sousa, Bárbara Guimarães, Emídio Rangel, José Eduardo Moniz, Eusébio e restante equipa e comitiva do Benfica, ou a actriz brasileira Maitê Proença.

No caso do ex-jogador Dani, em Março de 2007 foi à discoteca acompanhar o trabalho da namorada, DJ Poppy, por três dias, 'mas adoraram e ficaram por cá uma semana'.

 
publicado por saudacoesangolanas às 11:45
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Ecos da visita do Papa à Angola

Image“Angola está a viver um período importante da sua História. Está a construir um futuro com novas bases e está a gozar dos benefícios dos sete anos de paz”, disse o Núncio apostólico, D. Ângelo Becciu em entrevista ao Jornal de Angola.



O prelado considerou a visita do Papa Bento XVI “uma altura interessante para encontrar os jovens e dar-lhes orientações justas para o futuro da nova sociedade que se está a construir”.

D. Ângelo Becciu destacou o “bom momento” nas relações entre o Governo e a Igreja, salientando que o Papa vai escutar as preocupações do Estado angolano e dar algumas sugestões para melhorar o relacionamento entre as duas entidades, o que se vai reflectir no povo e no homem angolano.

Jornal de Angola
Qual é o ponto em que se encontram as relações entre a Igreja e o Estado Angolano?

D. Ângelo Becciu: Actualmente as relações são boas. Elas passaram por um período difícil, devido à contraposição ideológica. Foram tempos de martírio para muitos fiéis, e padres da Igreja. Mas, a obra da Igreja durante a guerra manifestou a sua verdadeira natureza e missão: ajudar o homem.
Para a Igreja, não importa qual a sua fé ou cor, interessa apoiar o homem, e sobretudo contribuir para a paz. É claro que existem alguns aspectos que precisam de ser esclarecidos e melhorados, mas posso definir como boas, as relações existentes entre a Igreja e Angola.
 

JA: Como avalia o estado das relações entre Angola e o Vaticano?
D.AB: Também são boas. O Vaticano é somente um território onde está a Santa Sé, que é um sujeito de direito internacional e representa os católicos do mundo inteiro. O Vaticano reflecte as relações entre a Igreja e o Governo local. Se as relações entre o Governo e a Igreja são boas, então também o são com a Santa Sé.
Vejo que os bispos estão preocupados com a recuperação das missões destruídas pela guerra, e das instituições ocupadas pelo exército armado na altura do conflito. Outra preocupação dos bispos é a extensão do sinal da Rádio Ecclesia a todo território nacional, inquietação partilhada também pelo núncio e a Santa Sé. A rádio é um instrumento de evangelização, então porquê somente os católicos de Luanda têm este privilégio?

 
publicado por saudacoesangolanas às 11:41
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