Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

CAN2010 uma prova com três vencedores.

ImageA 27.ª edição da taça de África das nações em futebol, realizada de 10 a 31 de Janeiro em quatro cidades de Angola, deixa um legado cheio de inéditos, encimado por ter “três campeões”. Tudo terminou como começou: com um emocionante espectáculo, um regalo para qualquer um e jamais visto no espaço africano.

Nos 22 dias da festa do futebol africano, nas cidades de Cabinda, Luanda, Benguela e Lubango, os intervenientes directos e indirectos constataram e desfrutaram de condições inéditas quer de infra-estruturas, quer de serviços, mais a mais para um país que viveu um conflito armado até oito anos atrás.

 
A jornada de domingo, no estádio 11 de Novembro, que contou na plateia com o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, um dos mais assíduos espectadores neste recinto desde a partida inaugural, consagrou o Egipto com vitória sobre o Ghana (1-0), confirmou o êxito da organização angolana e por conseguinte valorizou África, no contexto mundial.

 
As majestosas estruturas que são os estádios nacionais 11 de Novembro (50 mil lugares), de Ombaka (35 mil), do Chiazi (20 mil) e Tundavala (20 mil) encheram os olhos dos espectadores visitantes e locais, mas as condições de hospitalidade e a afabilidade dos serviços complementaram uma sã convivência entre a juventude africana, apesar do incidente que levou a retirada do Togo.

 
No plano competitivo, o Egipto, ainda ressentido por ficar de fora do Mundial da África do Sul, foi demolidor somando por vitórias todos os jogos que realizou (6), incluindo triunfos sobre os representantes africanos ao próximo campeonato do Mundo, nomeadamente Nigéria, Camarões, Argélia e Gana.

 
A sua maturidade competitiva forçou o adiamento do sonho da juventude ghanense e acumulou ao top do ranking continental o inédito de três títulos consecutivos. Pelo seu percurso, que levou a ganhar a simpatia da população de Benguela, onde realizou toda a prova menos a final, é com justiça que manterá o troféu até à organização conjunta Gabão e Guiné Equatorial em 2012.

 
Os números conseguidos e prémios arrebatados não deixam dúvidas. Marcou 15 golos e sofreu apenas dois, teve o melhor marcador da prova, o melhor jogador e cinco atletas na Equipa Ideal da prova.

 
Durante a competição ficou evidente as desilusões que foram Camarões, Mali, Costa do Marfim, Nigéria e Tunísia, ao passo que a África Austral trouxe agradáveis surpresas como Zâmbia e Malawi, bem como a confirmação dos Palancas Negras.

 
Mas o CAN2010 teve muitos outros ganhos além do espectáculo competitivo no rectângulo de jogo. Ficará na memória de quem acompanhou quer ao vivo quer pela transmissão televisiva que chegou ao mundo inteiro, onde se pôde constatar as potencialidades de África.

 
Angola proporcionou dados importantes sobre capacidades africanas que inclusive abonam à organização do Mundial dentro de cinco meses e no futuro permitirá outra visão internacional sobre os organizadores do continente.
 

Por fim, o povo angolano provou uma vez mais que é determinado e que quando se envolve fá-lo de corpo e alma. Foi assim no Afrobaket2007 e no CAN de andebol 2008, ambas provas realizadas em quatro pavilhões construídos, para referir apenas algumas acções.
 

Agora, para este evento inédito além de quatro estádios novos e modernos, regista-se também hotéis, aeroportos, hospitais vias de comunicação, entre outras infra-estruturas. Mas, o envolvimento humano, multi-sectorial, e a disponibilidade da juventude de todo o país, quer no voluntariado quer nas claques, foi dos maiores ganhos porque permitiu que os jovens exaltassem a sua cidadania e a solidariedade.
 

Ficou patente a força da juventude, nas claques e adeptos, que encheram os estádios, mas também que garantiu os emocionantes espectáculos a abrir e a fechar a prova, no protocolo, segurança, guias turísticos, motoristas e outros afazeres. As novas oportunidades de emprego, a formação e as possibilidades de novos horizontes profissionais são garantias que a juventude tem para o "dia seguinte" do CAN2010.

 
As declarações públicas dos diversos nomes do desporto mundial e africano, que acompanharam o evento, com destaque para o líder da FIFA, Joseph Blatter, e o presidente da CAF, Issa Hayatou, atestam que a organização angolana, com empenho singular e liderança do Presidente José Eduardo dos Santos, e apesar do momento particularmente difícil no cenário económico-financeiro mundial, foi um exemplo a seguir.
publicado por saudacoesangolanas às 19:20
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