Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

" Que grande banhada"

ImageAngola pediu às autoridades judiciais portuguesas que investiguem detalhadamente as transacções de acções do Banif por parte do seu principal accionista, Horácio Roque. Com isso, o Estado angolano tornou evidente a sua convicção de que Roque não sai isento de culpas na "burla gigantesca" que diz ter sofrido após ter mandatado três testas-de-ferro portugueses para comprar 49% do Banif.

No final, Angola não só ficou sem os 150 milhões de dólares (cerca de €104 milhões ao câmbio actual) que diz ter entregue a esses testas-de-ferro, como também nunca recebeu as acções que foram sendo compradas entre 1994 e 2000.
 

O Expresso sabe que a denúncia inicial, enviada há um ano para a Procuradoria-Geral da República, apenas deixava em aberto a hipótese de Horácio Roque ter colaborado na burla de que Angola diz ter sido alvo.

Posteriormente foram feitos dois aditamentos a essa denúncia, nos quais se deixava claro que a actuação de Horácio Roque deveria ser devidamente investigada, em especial as suas relações com os três testas-de-ferro alegadamente contratados para comprar as acções - o advogado Francisco Cruz Martins e os empresários António Figueiredo e Eduardo Capelo Morais.

O processo, iniciado pelo escritório de advogados Jurilis, passou depois para o escritório de advogados Cuatrecasas, Gonçalves Pereira, tendo ficado então a cargo do ex-ministro socialista da Defesa, António Vitorino.

Uma mudança que, de acordo com fontes próximas do processo, terá tido a ver com o interesse de Angola em trabalhar com um advogado próximo do Governo socialista, de forma a conseguir acelerar o processo, dando-lhe peso institucional. Vitorino, contactado a 20 de Agosto pelo Expresso, quando o caso foi revelado, não quis comentar.
 

O que é certo é que o dossiê não ficou muito tempo nas mãos deste escritório, tendo depois transitado para a sociedade Amaral Blanco, Portela Duarte & Associados, onde está agora.

Esta semana a Procuradoria-Geral da República de Angola divulgou um comunicado em que dizia que o Estado angolano se considera "lesado nos seus interesses patrimoniais em quantia muito relevante, superior a 150 milhões de dólares". E confirmava a "participação criminal contra Francisco Cruz Martins, a quem, em determinado momento histórico, confiou uma tarefa profissional, e outros que aquele identificou como intervenientes no desenvolvimento da referida tarefa".

 
publicado por saudacoesangolanas às 14:59
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