Terça-feira, 16 de Junho de 2009

A crise chegou à Angola

ImageA crise internacional vai sentir-se em Angola, país que "não vai manter-se imune" à contracção entre 3 a 10 por cento do PIB em 2009, dependendo, em grande parte, pelo comportamento do preço do petróleo nos mercados internacionais, afirmaram especialistas contactados pela agência Lusa.

"Angola não vai ficar imune à crise mundial de acordo com os indicadores de que agora dispomos, daí que apontemos para uma previsão de contracção do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem dos 3 por cento para 2009", afirmou o vice-presidente do Banco BIC Portugal, Mira Amaral.

Os preços do petróleo evoluíram em alta na última semana para os 67 dólares, depois de terem batido no mínimo de 40 dólares nos primeiros meses do ano e do máximo histórico de 140 dólares de meados de Julho de 2008.

No entanto, "esta evolução de subida pode não ser suficiente, porque a Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) manteve recentemente a sua produção global, o que levou Angola - que se tornou membro da organização -, a prosseguir com uma produção 1,55 milhões de barris por dia", disse à Lusa um analista que pediu para não ser citado.

Angola, antes de entrar para a OPEP, produzia 1,9 milhões de barris diários.

Já a economista-chefe do BPI, Cristina Casalinho, disse também à agência Lusa que Angola deverá registar uma contracção do PIB entre 3 e 7,2 por cento em 2009, mas que, perante as projecções do preço do 'crude', que poderá atingir os 100 dólares por barril, passará a crescer na casa dos 9 a 10 por cento já em 2010.

O país atingiu taxas de crescimento da riqueza produzida na ordem dos 24 por cento em 2007 e dos 15 por cento em 2008, pelo que no próximo ano se assistirá a um abrandamento, mas mesmo assim, apresentando "um crescimento muito elevado", sobretudo compensado pelo sector não petrolífero que poderá crescer em torno dos 12 por cento.

Os especialistas contactados pela Lusa defenderam que o crescimento do sector não petrolífero de Angola "vai manter-se muito dinâmico" nos próximos anos: "A economia tem de se industrializar e isso passa pelo sector não petrolífero e há fundos para que isso se concretize", sublinhou Mira Amaral.

De momento, assiste-se a um aperto monetário, mas o quadro macroeconómico do país "é estável" e o governo angolano adoptou limites à execução orçamental das despesas correntes e de investimento com base para o preço do petróleo de 35 dólares o barril, em vez dos 55 dólares por barril inscritos no Orçamento do Estado (OE) para 2009.

 
publicado por saudacoesangolanas às 12:01
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