Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Loucas noites em Luanda (3)

Entre os espaços mais badalados da noite de Luanda restam o Elinga, com grande adesão de portugueses fora-de-horas, e o Miami Beach Club, da filha do presidente de Angola.
O clube privado de Isabel dos Santos, que tal como o Chill Out é construído em madeira e assenta numa praia, foi a primeira grande casa nocturna de Angola. Mediatizada pelas grandes festas de Ano Novo e Carnaval, onde atrai empresários e personalidades da política local e internacional.

Destaca-se hoje em dia pelo ambiente à tarde e noites de domingo, mercado que o Chill Out de Luís Castilho não disputa. 'Só queremos ambiente de discoteca às sextas e sábados'. Nos outros dias é o regresso às origens, com o projecto do restaurante, quando Luís chegou a Luanda com o amigo madeirense Carlos Faria Paulino, 31 anos, em Outubro de 2005.

Concluído o curso de gestão hoteleira em Lisboa, Luís não tinha trabalho e o pai lançou-lhe o repto. 'Os meus pais estiverem cá antes do 25 de Abril e o meu pai regressou há 15 anos'.

Abriu uma construtora, uma empresa de publicidade, um stand e um restaurante, o Caribe. 'Desafiou-me para vir e não pensei duas vezes, a ideia inicial era montar um restaurante de comida mais sofisticada e um bar de ambiente lounge. Só que a afluência de gente nova foi logo enorme e contratámos um DJ'.

A evolução para discoteca durou poucos meses e abriram sem publicidade, ao mesmo tempo que compravam mais colunas de som. 'Depois começámos a organizar festas e a trazer DJ de fora. Lembro-me que o primeiro foi o Pedro Tabuada, numa altura em que ninguém queria vir a Luanda com medo da insegurança.' Seguiram-se nomes como Gary Nesta Pine, Pete Tha Zouk, Stress ou King Bizz.

Já este mês, o Chill Out conta com o DJ Vibe para marcar o ritmo da festa prevista para o feriado de 25 de Abril. Nomes que comandam a música electrónica no espaço mais internacional de Luanda, onde Elena jantou com o pai; e a poucos quilómetros do Palos, onde a russa continua de cabeça perdida ao som do kizomba.

PORTUGUÊS LEVA 4 MIL PALMEIRAS DESDE MIAMI
A baía de Luanda é hoje ainda marcada por fortes contrastes, dividida entre os velhos edifícios devastados por 30 anos de guerra e a imponência das novas torres da cidade – construídas em tempo recorde nos últimos anos e que simbolizam o poder financeiro num país emergente.
A maioria de grandes bancos internacionais, muitos portugueses. O projecto de requalificação da zona costeira é arrojado e também ele está nas mãos de um português, José Récio.
O empresário, com actividade no país há mais de 20 anos, fretou em 2007 um navio e foi com a sua equipa até Miami buscar quatro mil palmeiras adultas, que conserva num horto a 80 quilómetros da cidade, e que pretende instalar na baía brevemente. O objectivo é criar naquela zona espaços verdes de grande atracção turística e empresarial.

 

publicado por saudacoesangolanas às 11:57
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