Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Cheias no interior de Angola

ImageChuvas torrenciais já provocaram 38 mortos e 37 feridos em quatro províncias angolanas, disse nesta quarta-feira o coordenador da Comissão Nacional de Protecção Civil (Cnpc), Eugénio Laborinho.

Os dados da Cnpc dizem respeito ao período entre Janeiro e Março e apontam como principais causas para as mortes os afogamentos e desabamentos de terras.

A província do Bié registrou 17 mortes, o Cunene 14, Kuando-Kubango três, Luanda duas e Malange e Huíla uma morte cada.

Segundo Laborinho, no litoral angolano não há registo de chuvas intensas, com excepção das províncias de Cabinda e Zaire (norte), embora Luanda registe já duas mortes.

“No Namibe está a chuviscar, não é nada de preocupante, só no interior é que têm estado a cair chuvas torrenciais, estando as províncias do Cunene, Kuando-Kubango, Moxico, Lundas Norte e Sul, Malange, Bié e Uíge sob alerta amarelo”, disse Laborinho.

Em consequência das chuvas ficaram destruídas cinco pontes hidráulicas, uma ponte fixa, uma agência bancária, três postos médicos, seis igrejas, 115 escolas, 655 lavras da população e 4446 residências.

Além disso, 4470 famílias ficaram desabrigadas, 13 753 pessoas desalojadas e 228 mil hectares de terras aráveis inundadas.

“De uma maneira geral, a situação das cheias em todo o país está a ser acompanhada e monitorizada pela Cnpc, com as comissões provinciais e os governos provinciais, todos neste momento estão a dar apoio de forma a poder acudir as populações”, frisou.

Situação crítica

O coordenador da Cnpc disse ainda que a situação é preocupante nas províncias do Kuando-Kubango e Cunene, mas as autoridades governamentais estão a “fazer de tudo” para apoiar as populações, sobretudo das áreas fronteiriças, que são as mais afectadas.

De acordo com Laborinho, a situação na província do Cunene “está controlada”, tendo o governo apoiado um plano de emergência e disponibilizado USD 8 milhões.

“Foi criado um posto de comando operacional de proteção civil que está no local e enviadas quantidades diversas de alimentação, tendas, chapas de zinco, kits de sobrevivência e medicamentos, incluindo para tratamento de água”, afirmou o coordenador.

 
publicado por saudacoesangolanas às 18:06
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