Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Querem todos a cidade

Cinquenta e sete por cento da população angolana, correspondente a mais de oito milhões de pessoas, vive no meio urbano, de acordo com um estudo feito pelo Fundo das Nações Unidas para a População.


O dado foi avançado na passada sexta-feira, em Luanda, pela ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, na cerimónia de encerramento das XII Jornadas Técnico-Científicas da Fundação Eduardo dos Santos.

Este indicador, segundo Ana Dias Lourenço, pode, para alguns, significar o desenvolvimento e modernização do país, enquanto para outros constitui um grande desafio em termos de planeamento e organização dos espaços urbanos.

A ministra referiu que África é o continente menos urbanizado do mundo, com apenas 40 por cento da população a viver em cidades e vilas.
“Todavia, vários estudos apontam para um incremento da urbanização a uma taxa média anual de 4% num futuro próximo, ou seja, cerca de dobro da que é observada na América Latina e na Ásia, tornando deste modo urgente a necessidade de se enfrentar os desafios da urbanização e promover o desenvolvimento urbano sustentável”, adiantou.

O processo de urbanização em Angola, sublinhou Ana Dias Lourenço, foi fortemente marcado pelo modelo e pelo ritmo da colonização portuguesa. A rede urbana era harmoniosa e respondia às necessidades do território de então e aos seus ritmos de crescimento.

A ministra do Planeamento recordou que o crescimento das cidades angolanas está ligado aos movimentos migratórios internos resultantes da instabilidade político-militar que o país viveu e que o efeito da guerra proporcionou um êxodo populacional elevado e um florescimento da actividade informal.

A ministra acentuou ainda que a experiência em África revela que as melhorias verificadas na actividade agrícola levam à diminuição dos fluxos migratórios para as cidades.

Em Angola, segundo a ministra, apesar de não se considerar possível o retorno total da população para o campo, a estratégia de desenvolvimento que elege a recuperação da agricultura, o desenvolvimento integrado das comunidades rurais e a electrificação rural permitirá a redefinição e a recuperação económica e social dos centros urbanos.
“Não é possível pensar na questão urbana em Angola sem resolver o problema da agricultura”, defendeu a ministra angolana.

 
publicado por saudacoesangolanas às 16:54
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Fevereiro 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

.posts recentes

. simplesmentedetalhes

. ...

. Finalmente o turismo Ango...

. DJ Kadú ganha disco de ou...

. A economia de Angola não ...

. Bolsa de valores em Ango...

. Construção "uma mina de o...

. Angola na Expo-China

. Grande Festa Mangolé

. Mia Couto e Agualusa nome...

.arquivos

. Fevereiro 2011

. Novembro 2010

. Abril 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Abril 2008

.tags

. todas as tags

.favorito

. Desconstruções

blogs SAPO

.subscrever feeds