Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Um filme a não perder

ImageA imagem de Angola de 1991, com destaque para o Bié, onde a guerra imperava, e para Luanda, destino de muitas populações deslocadas de outros pontos do país, é o retrato do filme “Na Cidade Vazia”, apresentado na abertura do Ciclo de Cinema Angolano II.

Enquanto no Bié, o clima de guerra se faz sentir, Maria João Ganga, realizadora do filme, mostra (na longa metragem passada no Auditório Pepetela, da Embaixada portuguesa) como na capital vigora o recolher obrigatório.

Neste ambiente, Ndala, um rapaz órfão do Bié, que chega a Luanda com a ajuda de uma freira, foge do aeroporto e parte à descoberta da cidade. Enquanto a freira o procura, Ndala conhece a dinâmica da vida luandense, atravessando ruas e ruas.

Em encontros perturbadores e fascinantes, nesta longa-metragem, Ndala torna-se amigo de Zé, um rapaz que vai explicando como é Luanda. De cena em cena, Ndala entra inocentemente no mundo do crime, por intermédio de dois homens bandidos, alveja um cidadão e este mata-o.

O encenador José Lumango disse que o filme é de capital importância, porque expressa a vida das populações angolanas sofridas pela guerra e vê Luanda como o local de liberdade e de paz.

Para o artista, o filme dá a conhecer que Luanda da década de 90 tinha os seus problemas e que a guerra também influenciava a vida da cidade capital.

A espanhola Maite Maruri disse ter gostado da história do filme, pese embora o facto de o final ser muito trágico, com a morte de Ndala. “Pelo que vi, vou continuar, ao longo da semana, a ver os filmes angolanos e conhecer o que foi Angola nos tempos mais recentes”, afirmou a espanhola.

Cerca de noventa pessoas assistiram ao filme, que tem como intérpretes principais Roldan Pinto João, Domingos Fernandes, Raul Rosário, Júlio Botelho e Ana Animatógrafo (Portugal).

O Ciclo de Cinema Angolano II, promovido pelo Instituto Angolano de Cinema, Audiovisual e Multimédia (IACAM) e pelo Instituto Camões decorre até sexta-feira, dia 24.

Terça, às 18h30, foi exibido o filme “O Comboio da Canhoca” (2004), do realizador angolano Orlando Fortunato.
 
publicado por saudacoesangolanas às 18:52
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